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21/08/2018
PREVIDÊNCIA COM PROTEÇÃO NO PLANEJAMENTO FINANCEIRO

Temos observado um aumento de interesse no tema previdência privada nos últimos anos, apesar da ainda baixa penetração entre a população brasileira. Dentre os fatores que influenciam esse interesse, destaco a discussão sobre a reforma da Previdência e a modernização dos planos disponíveis com taxas e retornos mais vantajosos, além do envelhecimento da população no Brasil.

Todos esses fatores vêm fazendo o brasileiro, aos poucos, parar e pensar em planejamento de longo prazo.

Mas, e quanto à proteção para este futuro? A cobertura para caso de morte ou invalidez, por exemplo, também precisa ser contratada. Sem isso, é como comprar um carro e andar por aí em alta velocidade sem airbag.

A discussão da reforma da Previdência, de uma forma ou de outra, deixa a população apreensiva e insegura sobre sua aposentadoria. Na verdade, não se sabe onde esta reforma vai nos levar ou quando acontecerá, mas a certeza é que mudanças importantes estão por vir no modelo atual.

Essa insegurança tem levado à procura por planos de previdência privada para complementar ou diminuir a dependência do modelo social.

De acordo com pesquisa da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi) em parceria com a Ipsos, de julho de 2018, 60% dos entrevistados acham necessário ter um plano de previdência privada. No entanto, é importante ficar atento para contratar uma solução que realmente atenda à necessidade de planejamento e proteção, e que seja completa.

A contratação de seguro de vida, com pensão por morte ou até invalidez, é extremamente necessária para de fato oferecer proteção para o futuro. A Previdência Social também tem coberturas desse tipo, portanto, se o objetivo é complementar e diminuir a dependência do modelo social com um plano privado, a proteção também deve ser levada em consideração.

As seguradoras oferecem soluções para isso, seja na contratação dessas coberturas em conjunto com o plano de previdência ou em um contrato avulso de seguro de vida.

Existem diversos motivos para contratar essas coberturas atreladas a um planejamento de longo prazo para aposentadoria. Na cobertura por morte, por exemplo, a indenização pode servir para ajudar a família a continuar o planejamento para aposentadoria, sem que seja necessário tocar na reserva estabelecida até então.

Já a pensão por morte pode ajudar nas contribuições mensais e garantir o alcance do objetivo de completar a reserva desejada. Dependendo do capital contratado, pode-se até antecipar o valor estabelecido de reserva para a aposentadoria. Seguro de vida é um gesto de amor aos dependentes. É garantir um futuro digno aos filhos e manter o padrão de vida familiar.

O importante é não deixar o planejamento incompleto. Precisamos lembrar que, para a aposentadoria, escolhas feitas hoje terão impacto em 30, 40 anos à frente. Muita coisa pode acontecer nesse intervalo de tempo que prejudique o planejamento.

Um planejamento adequado deve buscar mitigar riscos que afetem o objetivo final. Não adianta tomar a decisão certa de começar a economizar desde já para a aposentadoria, escolher o melhor fundo com rentabilidade que esteja de acordo com o perfil de investimento, pensar na questão tributária, mas não garantir que esse planejamento não fique pelo meio do caminho.

A escolha não é só relacionada aos dependentes. Muitas pessoas falam que não contratam um seguro de vida porque não vão usar no futuro. Não enxergam uma vantagem real para si mesmo. Nos dias de hoje, no entanto, existe uma série de coberturas para o segurado usar em vida. Uma cobertura de doenças graves, por exemplo, garante uma indenização ao próprio segurado, de acordo com o diagnóstico de algumas doenças para ser usada no tratamento.

Não é necessário dispor da reserva de previdência, acabando com o planejamento, no caso desse imprevisto.

Outro exemplo é com relação à invalidez. Quem vai garantir o padrão de vida ou a dignidade de um tratamento adequado sem influenciar na reserva de aposentadoria?

Na maioria dos casos, no planejamento para a previdência é estabelecido um valor alvo de reserva para que possa ser usado na aposentadoria, seja em pagamento de renda ou em simples resgates programados.

Com esse valor alvo e o tempo para se aposentar, fica definida a necessidade de contribuição mensal.

A previdência com proteção, como gosto de chamar, precisa então ser complementada por uma cobertura de seguro de vida que tenha um capital segurado equivalente ao valor da reserva de aposentadoria ou algum percentual que ajude a compor esse valor.

No decorrer dos anos, esse capital segurado pode ser revisto para se adequar à necessidade de cada um, seja reduzindo em função da reserva acumulada até então, seja aumentando se houver a necessidade de uma reserva maior no futuro, como a chegada de um novo filho, ou ainda na adequação do padrão de vida desejado.

Planejar o futuro é muito importante, mas proteger este futuro é fundamental.